Pelo menos 45 pessoas morrem em confrontos no Iraque
PUBLICAÇÃO
domingo, 12 de setembro de 2004
France Presse 
Bagdá - Pelo menos 45 pessoas, entre elas três soldados poloneses, morreram ontem em diversos confrontos entre a guerrilha iraquiana e o exército americano e em vários outros ataques no Iraque, onde, segundo o primeiro-ministro Iyad Allawi, os atentados deixaram cerca de 3 mil mortos e e mais de 12 mil feridos. Um site islamita na internet publicou um comunicado atribuído a um grupo até agora desconhecido, a Jihad Islâmica no Iraque, no qual dá um ultimato de 24 horas à Itália para retirar suas tropas do Iraque. Caso contrário as duas italianas sequestradas no dia 7 de setembro, Simona Torretta e Simona Pari, serão executadas. Ainda não foi possível confirmar a autenticidade da mensagem.
O premier Iyad Allawi, assegurou que o número de mortos dos atentados no Iraque (essencialmente depois da queda do ditador Saddam Hussein, em abril de 2003) eleva-se a 3 mil, com mais de 12 mil pessoas feridas, ainda que não tenha detalhado o período em que foram registradas estas vítimas.
Na jornada sangrenta deste domingo, treze pessoas, entre elas dois menores, perderam a vida e 59, entre elas quatro soldados americanos, saíram feridos durante três horas de combates e ataques de helicópteros em pleno centro de Bagdá, segundo o ministro da Saúde iraquiano e um porta-voz militar americano.
Os confrontos com armas pesadas e automáticas entre o exército dos Estados Unidos e a guerrilha começaram de madrugada, na rua de Haifa, feudo dos partidários de Saddam Hussein. Segundo um porta-voz militar americano, um tanque ''Bradley, de apoio às tropas, foi atingido pela explosão de um carro bomba'', tendo sido destruído por pelas próprias forças ''apoio aéreo para impedir que fosse depenado''.


