La Paz A crise social na Bolívia parecia piorar ontem, com o pedido de renúncia do presidente Gonzalo Sánchez de Lozada expressado por uma radical Central dos Trabalhadores (COB, sigla em espanhol), que também apelou para uma greve geral. O poderoso sindicato de produtores de coca do Chapare apoiou imediatamente o apelo da COB, na ausência de Evo Morales, o líder de cerca de 30.000 famílias de lavradores indígenas no Chapare e do Movimento Para o Socialismo, principal formação de oposição.
O movimento camponês está organizando manifestações e bloqueando as estradas andinas há 11 dias, em protesto contra um projeto oficial de exportação de gás natural através do Chile, sem consulta popular.
A Confederação Sindical Única dos Trabalhadores Camponeses da Bolívia (CSUTSB), liderada por Felipe Quispe, se opõe à venda de gás natural aos mercados de ultramar se persistirem as condições que beneficiam as empresas petroleiras estrangeiras, deixando apenas 18% dos negócios para o Estado.
A COB, que declarou desde segunda-feira a greve geral, procura também o apoio aos protestos da poderosa corporação dos motoristas.
O governo boliviano tentou não responder ao apelo da COB. No entanto, seus ministros da Agricultura, Guido AÀez, e do Desenvolvimento Econômico, Jorge Torres, repetiram que recusarão qualquer diálogo enquanto os camponeses bloquearão as estradas.

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