MOSCOU - Rivais comunistas e o ex-aliado general Alexander Lebed voltaram a pedir a renúncia do presidente da Rússia, Boris Yeltsin, depois que ele precisou ser internado quarta-feira no Hospital Clínico Central de Moscou com princípio de pneumonia. Apesar da inquietação surgida no país por causa da nova internação do presidente, que há apenas dois meses implantou cinco pontes safenas, o primeiro-ministro, Viktor Chernomyrdin, saiu de férias por uma semana. Yeltsin cancelara todos os seus compromissos na segunda-feira por causa de ‘‘um forte resfriado’’ e febre, que segundo o Kremlim evoluíram para ‘‘sinais de pneumonia’’.
Um novo boletim médico divulgado ontem pelo Kremlim informou, em tom tranquilizador, que o presidente não apresenta febre e está sendo tratado com antibióticos. Segundo outras informações oficiais, Yeltsin discutiu assuntos de estado por telefone com Chernomyrdin, seu substituto constitucional. A televisão NTV afirmou que foram tomadas medidas para que Yeltsin mantenha o controle sobre o arsenal nuclear mesmo estando no hospital. Chernomyrdin deixou Moscou ontem em férias programadas, mas não se afastará da capital.
O ex-chefe de segurança nacional Alexander Lebed declarou ontem que o novo afastamento do presidente deixou o país ‘‘desgovernado’’ e que pediu a renúncia. ‘‘Há um vácuo de poder’’, declarou. ‘‘O presidente está terrivelmente doente, é uma idade difícil, ele teve uma operação complicada, e não manteve um tipo de vida inteiramente saudável nos últimos 40 anos, o que não nos deixa com muita esperança’’, disse. Lebed foi convocado para o governo pouco antes do segundo turno eleitoral em junho e demitido pelo próprio Yeltsin.

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