Pequim - O Partido Comunista da China encerrou ontem o seu 18º Congresso com a aprovação de um novo Comitê Central, que nomeia hoje as novas lideranças do país para os próximos cinco anos.
Segundo o roteiro da transição, o Comitê Central, com 376 membros (205 com direito a voto), escolhe o Politburo, com 25 integrantes, entre suas fileiras. Esse grupo seleto indicará entre si os sete ou nove integrantes do Comitê Permanente, a instância máxima de poder da China, presidida pelo secretário-geral.
Os novos membros do Comitê Permanente sairão de uma lista de dez nomes divulgada ontem pela agência de notícias estatal Xinhua. No topo, está Xi Jinping, atual vice-presidente, que vem sendo preparado desde 2007 para substituir Hu Jintao, líder máximo do país.
Xi, que assumiu ontem o cargo de secretário-geral do PC, só comandará o governo em março, após nomeação pelo Congresso Nacional do Povo, o Legislativo chinês. Não está claro quando chefiará a Comissão Militar, que pode ficar até três anos mais sob Hu.
Os nomes incluem ainda Li Keqiang, provável sucessor de Wen Jiabao como premiê, e o atual vice-premiê para assuntos econômicos, Wang Qishan. Este deve assumir a Comissão Central para Inspeção de Disciplina, posição de combate à corrupção interna.
A indicação de Wang foi recebida por analistas como um sinal de que a liderança do PC quer melhorar o combate à corrupção, reflexo do escândalo envolvendo Bo Xilai, ex-dirigente que estava cotado para o Comitê Permanente, mas acabou expurgado em meio a relatos de abuso de poder.
O Congresso também aprovou uma alteração na Constituição do partido para incluir o termo ''Perspectiva Científica sobre o Desenvolvimento'', espécie de mote do governo Hu Jintao, há quase dez anos no poder. A partir de agora, o termo de Hu tem status de teoria, no mesmo patamar do pensamento ideológico de antecessores como Mao Tse-tung.

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