Pequim Seis dos sete máximos dirigentes chineses, incluindo o secretário-geral, Jiang Zemin, não foram reeleitos ontem para o Comitê Central do Partido Comunista e, portanto, vão deixar o governo, indicou a agência Nova China. Além de Jiang, que deixará seu cargo de secretário-geral do partido, o presidente do Parlamento, Li Peng, e o primeiro-ministro, Zhu Rongji, ambos de 74 anos, também não continuarão no Comitê Central, passo obrigatório para assumir funções mais importantes. Li Ruihuan, de 68 anos, presidente da segunda câmara do Parlamento, o vice-primeiro-ministro, Li Lanqing, de 70 anos, e o responsável da disciplina do partido, Wei Jianxing, de 71 anos, também saíram, acrescentou a agência Nova China.
Modificação A carta do Partido Comunista chinês foi modificada para permitir a entrada de capitalistas no partido, declarou o presidente Jiang Zemin no último dia do XVI Congresso do PCC. Esta alteração, adotada por unanimidade pelos 2.000 delegados do congresso, vai acrescentar na Constituição do partido a teroria de Jiang Zemin, denominada ''a tripla representatividade'', que abre as portas do PCC às novas classes ascedentes, inclusive empresários. A aceitação dos ''patrões'' capitalistas no Partido Comunista Chinês (PCC) representa uma evolução de grande dimensão mas também implica riscos para um governo que dirige uma sociedade em plena mutação. Além dos camponeses, operários, militares e intelectuais, a emenda permite ''a qualquer elemento avançado de outras classes'' aderir ao partido, que se converte na ''vanguarda da classe operária, do povo chinês e da nação chinesa''.

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