PAZ - Brasileiro dirigirá missão no Haiti
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sexta-feira, 21 de maio de 2004
France Presse 
Brasília - O general brasileiro Augusto Heleno Ribeiro Pereira, que se prepara para assumir o comando da força internacional de paz da ONU no Haiti, considera que sua missão pode ser a ''última oportunidade'' para ajudar à ilha a sair de seu secular ciclo de violência e de seu crônico atraso.
''Não será uma missão fácil, mas acreditamos que teremos sucesso, é a recompensa maior de participar no trabalho de ajuda a uma população que merece, por suas condições de vida e toda sua história, um país reconstruído e democrático para se integrar em nossa América'', disse ontem o general Heleno numa entrevista à AFP.
O oficial chegará no fim do mês a Porto Príncipe para assumir o comando da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH), que deve substituir à força de interposição instalada desde a queda do presidente Jean Bertrand Aristide em fevereiro passado.
Será uma força de 6700 homens (contando com 1622 policiais), integrada principalmente por contingentes de países latino-americanos (incluindo 1200 brasileiros) junto a um batalhão de nepaleses e efetivos canadenses já instalados que prorrogarão sua permanência por 90 dias, explicou o general Heleno.
Os militares da MINUSTAH deverão ajudar a ''criar um clima de segurança, para incentivar a população a se desfazer das armas'' que estão em todos os lugares, explica Heleno, atual chefe da Secretaria de Comunicação do Exército.
O militar, de 56 anos, fala espanhol e francês (foi adido militar em Paris), a língua do Haiti. Para o oficial, a batalha não será travada pelas armas. ''A situação econômica vai influir muito; sem investimentos, e se o povo não tiver a impressão de que pode progredir, será difícil fornecer uma ajuda efetiva'', afirma o general.


