Patriota diz ainda acreditar em saída diplomática
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terça-feira, 10 de julho de 2012
Nádia Guerlenda <br> Folhapress 
Brasília - Mesmo após mais de 16 mil mortes (segundo a oposição) e diversas denúncias de violações dos direitos humanos na Síria, o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Antonio Patriota, afirmou ontem que ainda acredita em uma saída diplomática para a crise no país.
Em entrevista recente, o enviado especial das Nações Unidas, Kofi Annan, admitiu o fracasso dos esforços de paz da comunidade internacional para diminuir a violência na Síria.
''A melhor opção sobre a mesa é a mediação, não há dúvida que a militarização levará a uma catástrofe ainda maior'', afirmou o ministro. Segundo Patriota, ''há novos desenvolvimentos'' que o fazem acreditar que a diplomacia ainda possa resolver o problema.
Um dos novos desenvolvimentos apontados pelo ministro foi o início, no domingo, de uma nova rodada de negociações entre Kofi Annan e o ditador Bashar al Assad.
Outro ponto classificado como positivo por Patriota foi a reunião realizada semana passada em Genebra, na Suíça, do Grupo de Ação para a Síria (integrado por Estados Unidos, China, Rússia, França, Reino Unido, Turquia, Liga Árabe, ONU e União Europeia).
Na reunião, afirma o ministro, foi produzido um documento consensual com iniciativas orientadas pela premissa da não violência e de ''uma transição liderada pelos próprios sírios e que envolva as autoridades atuais e a oposição''.
O ministro também disse que tem mantido contato direto com Annan, e que ele teria considerado seus últimos contatos com o governo sírio ''encorajadores'' para a implementação do previsto no documento assinado em Genebra.


