Pastrana se encontra com o líder das FARC
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quinta-feira, 08 de fevereiro de 2001
Associated Press De Bogotá 
O encontro que o presidente colombiano Andrés Pastrana terá hoje com o líder histórico da guerrilha colombiana Manuel Marulanda será decisivo para desbloquear o processo de paz ou marcar nova escalada na guerra.
Embora a reunião esteja gerando enormes expectativas na Colômbia, o ministro do Interior, Humberto de la Calle, preveniu contra excessos de otimismo.
Há setores da sociedade que acham que nesta reunião será conquistada a paz na Colômbia. O que devemos esperar é uma retomada do processo de paz, disse De la Calle. Seria a passagem de dois anos e meio de diálogos para uma negociação concreta.
Pastrana, um conservador pragmático de 46 anos, tem sua agenda e Marulanda, um astuto guerrilheiro de 70 anos, tem outras prioridades para as conversações.
Ao propor o encontro com o chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Pastrana disse que os colombianos esperam agora uma negociação séria sobre os temas mais urgentes: cessação das hostilidades, combate ao desemprego e fim dos sequestros.
Por sua vez, Marulanda quer concretizar um intercâmbio humanitário de mais de 500 policiais e soldados sequestrados pelas FARC nos últimos três anos por cerca de 400 guerrilheiros presos pelo governo. A troca começaria pelos enfermos dos dois grupos.
O líder guerrilheiro também quer colocar sobre a mesa de negociações o Plano Colômbia contra o narcotráfico, financiado em parte por US$ 1,3 bilhão dos EUA, que as FARC qualificam de plano de contra-insurgência para intensificar a guerra sob o pretexto de combater o narcotráfico.
A posição do governante é a de que só são negociáveis as condições de erradicação dos cultivos ilícitos, mas que de qualquer forma o narcotráfico não pode continuar alimentando as finanças da guerrilha e do paramilitarismo.


