O candidato da oposição Andrés Pastrana, antigo prefeito de Bogotá, com 49,81% dos votos, está com uma ligeira vantagem sobre o liberal Horácio Serpa (46,88%), nos primeiros resultados das eleições presidenciais da Colômbia apresentados pela autoridade eleitoral que já contabiliza cerca de 6% das seções eleitorais apuradas .Segundo as informações, já foram apuradas 4.029 das 64,605 mesas, Pastrana tem 264.144 votos contra 248.624 de Serpa e 17.567 votos em branco e 3.983 votos nulos. O segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia se realizou ontem, com elevada abstenção. Quanto ao resultado final, ninguém se atrave a fazer previsões. Nas pesquisas de boca-de-urna, o equilíbrio foi tão grande que os especialistas não antecipam nada, acreditando-se que só quando a apuração avançar mais será possível ter uma idéia melhor sobre o resultado final. No primeiro turno das eleições, a 31 de maio, ocorreu um quase empate: 34,6 por cento dos votos para o ex-ministro do Interior, Horácio Serpa, e 34,4 por cento para Andrés Pastrana.
Herança dura Quem vencer no segundo turno herdará um país ameaçando sair dos eixos. Não há outra nação no hemisfério na qual se registre tamanha ruptura da ordem pública, na qual o vazio deixado pelo estado virtualmente incapaz, foi preenchido por uma variedade de forças violentas, lutando por terras, poder e ideologia.
As guerrilhas esquerdistas, abastecidas pelos enormes lucros do narcotráfico e do resgate de sequestrados, operam na metade do país, causando as maiores derrotas das Forças Armadas nos últimos cinquenta anos. Os grupos paramilitares de direita, às vezes apoiados por comandantes do Exército, responderam deslanchando uma campanha de terror nas zonas ocupadas pelos guerrilheiros. E quase todo o mundo é suspeito de manter contatos com o lucrativo narcotrárfico, inclusive o presidente Ernesto Samper.
No conflito colombiano foram mortos mais civis do que guerrilheiros, militares e paramilitares somados. A violência obrigou mais de um milhão de pessoas a deixarem seus lares, pelo que a Colômbia, nação de 32 milhões de habitantes, tem mais refugiados internos do que qualquer outro país do mundo. (Até nas cidades os pobres e despatriados são vitimados por uma violência criminosa, que custa a vida de 25 mil pessoas anualmente).

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