O presidente colombiano, Andrés Pastrana, acredita que um cessar-fogo ‘‘não é um sonho impossível’’, já que ‘‘pela primeira vez na história as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) começam a estudar a cessação das hostilidades’’.
Em uma entrevista publicada ontem pelo jornal La Vanguardia de Barcelona, Pastrana diz que esta oportunidade não pode ser perdida.
‘‘Vai ser difícil, mas nunca as FARC haviam avançado tanto. É preciso fortalecer a mesa de negociações para avançar rapidamente nos acordos humanitários e de exclusão da população civil dos conflitos’’, acrescentou.
Pastrana entende que há muitas exigências sobre o governo colombiano. ‘‘A um ano e meio do processo de paz, todos exigem resultados. Já se avançou muito, mas (agora) é chegado o momento de concretizar (os acordos).’’
No recente encontro entre o presidente colombiano e o líder das FARC, Manuel Marulanda – num clima de ‘‘confiança, sinceridade e clareza’’ – os acertos entre ambos foram maiores do que nas duas reuniões anteriores.
‘‘As FARC, pela primeira vez, estão dizendo com clareza que não se opõem ao programa de erradicação manual das plantações de coca’’, acrescentou Pastrana.
Quanto ao Plano Colômbia, o presidente disse que ‘‘80% do dinheiro é para investimentos sociais, e nisto coincidimos com Marulanda. E 20% para a luta antinarcóticos’’.

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