São Paulo - Estimulados pelo sucesso das passeatas que reuniram ontem de 1 milhão a 2,7 milhões de pessoas, as 12 entidades sindicais e de representação estudantil francesas decidiram convocar para a próxima terça-feira novos protestos de rua contra a lei do primeiro emprego (CPE).
Os sindicalistas e líderes estudantis também publicaram uma declaração em que exortam o presidente Jacques Chirac a arquivar a controvertida lei, para evitar que a França ''mergulhe numa crise profunda''.
Os principais líderes da oposição de esquerda, entre eles o dirigente do Partido Socialista François Hollande e sua popular esposa Ségolène Royal, conclamaram Chirac a intervir rapidamente. ''Quando há uma grave ruptura no país, cabe ao chefe de Estado intervir'', declarou Royal.
A lei do primeiro emprego ainda não foi promulgada, embora tenha sido votada há quase um mês pelo Legislativo. Ela está sendo analisada pelo Conselho Constitucional.
Segundo o jornal ''Le Monde'', Chirac está disposto a assinar a promulgação ainda hoje, caso o conselho lhe dê sinal verde. O conselho poderá contestar o dispositivo que permite a dispensa do jovem, sem justificativas, nos primeiros 24 meses de contratação estopim dos protestos.
No caso, Chirac se curvaria e a lei entraria em vigor sem o parágrafo em questão. Assessores de Chirac insistiram ontem que ele e o primeiro-ministro, Dominique de Villepin, permanecem firmes em ''não aceitar as pressões das ruas''.
Villepin disse ontem na Assembléia Nacional permanecer ''totalmente aberto'' à discussão de mudanças no texto legal.

mockup