Passarão pelo Mar Egeu 600 mil migrantes até 2016
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sexta-feira, 06 de novembro de 2015
France Presse 
Atenas - Uma nova tragédia migratória no Mar Egeu custou a vida de duas crianças ontem, provocando uma mobilização na ilha de Lesbos "pelo fim dos afogamentos" no mar entre a Turquia e a Grécia, uma zona que permanecerá sob tensão com 600 mil novas chegadas esperadas até fevereiro.
Além disso, a Marinha espanhola resgatou ontem cerca de 500 migrantes que tentavam chegar à Europa a bordo de um barco pesqueiro pelo litoral líbio. Os 517 migrantes, entre eles 40 mulheres, 33 crianças e dois bebês, se encontravam em condições precárias em um velho pesqueiro à deriva, explicou a fonte em um comunicado.
Desde o início do ano, mais de 750 mil migrantes cruzaram o Mediterrâneo para chegar à Europa, segundo cifras da Organização Internacional para as Migrações. Mais de 3,4 mil morreram durante a travessia, segundo a mesma fonte. Neste contexto, a Comissão Europeia estimou que quase três milhões de pessoas chegarão à União Europeia (UE) entre 2015 e 2017, fugindo da guerra e da pobreza.
De imediato, as perdas humanas continuam a aumentar. Uma menina e um menino se afogaram durante a noite de anteontem quando o bote em que viajavam com suas famílias a partir da Turquia afundou perto da ilha grega de Kos. O mau tempo na região provocou a morte de cerca de 90 migrantes, em sua maioria crianças, desde a semana passada.
O corpo da menina foi recuperado, mas o do menino, de seis anos, ainda está sendo procurado. O pai das crianças, um dos 14 sobreviventes do naufrágio, afirmou às equipes de resgate que não conseguiu salvar os filhos e abandonou os corpos para ajudar outros passageiros.
Êxodo positivo
A Comissão Europeia prevê a chegada de um milhão de pessoas em 2015, 1,5 milhão em 2016 e meio milhão em 2017. Estas chegadas são traduzidas por um aumento da população do bloco de 0,4%, uma vez que as solicitações de asilo sejam aceitas.
Este movimento, "existirá um impacto sobre o crescimento econômico que poderia ser leve, mas positivo para a UE em seu conjunto, e aumentar o PIB em entre 0,2% e 0,3% em 2017", afirmou o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici, em uma entrevista coletiva. A avaliação leva em consideração os gastos públicos adicionais, assim como o aporte da mão de obra adicional no mercado de trabalho, segundo Moscovici.


