Passam de 13 mil os mortos na Índia
Mais de 10 mil pessoas morreram no terremoto que destruiu o Estado de Gujarat, oeste da Índia, na última sexta-feira. O balanço pode subir ainda mais, declarou o ministro do Interior de Gujarat, Haren Pandya. O número de mortos aumenta em todas as partes, acrescentou Pandya, 30 horas depois da catástrofe que também deixou 33 mil feridos. O terremoto que antigiu também outras regiões da Índia, Paquistão e Nepal somou 6,9 pontos na escala Richter.
O tremor aconteceu no Dia da República, feriado nacional, quando muitas pessoas se encontravam em suas casas.
A cidade de Bachao, que fica no Estado de Gujarat, foi praticamente arrasada pelo tremor. Algumas poucas casas que resistiram ao terremoto e as piras funerárias que começam a arder são tudo o que resta. Até ser atingida a cidade contava com 42 mil habitantes. O curioso é que o nome da cidade, em idioma local significa socorro.
Cerca de 10 mil prédios desta localidade, situada a 100 km do epicentro do tremor, desabaram, deixando uma imensa extensão de escombros, blocos de concreto armado e ferros retorcidos.Vimos a progressão do tremor, as casas caindo uma atrás da outra, derrubadas por uma onda formidável, declarou um habitante, Rajjak Ali. Tudo aconteceu a uma velocidade incrível e, em poucos minutos, tudo ficou plano, acrescentou.
Seis fábricas de sal, assim como as casas vizinhas nas quais estavam alojados centenas de operários, foram destruídas. As autoridades da cidade ainda não podem fornecer um balanço oficial do número de vítimas. A destruição é de tal magnitude que os responsáveis não sabem como conduzir as operações de resgate.
Os que sobreviveram à catástrofe se lançaram à busca de sobreviventes utilizando tudo que tinham ao alcance, na tentativa de salvar os soterrados. Continuamos tirando corpos e Deus sabe quantas pessoas sobreviverão para recordar esse pesadelo, disse outro sobrevivente.
O panorama desolador de Bachao se repete em toda a região. O trajeto em automóvel desde Ahmedabad, a principal cidade de Gujarat, até Bachao, mostra uma zona que parece devastada por uma guerra. As pontes caíram, os postos de gasolina ficaram destruídos e os carros viraram pela violência do movimento.
Os veículos precisam desviar de fendas nas ruas e de caravanas militares que levam água e medicamento para Bhuj, a cidade mais próxima do epicentro, onde os balanços acusam 3 mil mortos.
No Paquistão, fontes oficiais informaram que treze pessoas morreram. O responsável pela administração local, Imtiaz Qazi, assegurou que onze pessoas morreram, a maioria no desabamento de suas casas, em Hyderabad, Badin e Mirpurkhas, na província sulista de Sindh.
Qazi assegurou que, além disso, 100 pessoas ficaram feridas por causa do terremoto, a metade em Badin. As outras duas pessoas morreram em Sui (Baluchistan), segundo as autoridades da província vizinha. O governador de Sindh, Mohamad Mian Soomroo, anunciou ajuda para as vítimas e assegurou que o Governo dará a cada família US$ 1.600 dólares e assistência médica para os feridos. O Paquistão ofereceu sua ajuda às vítimas indianas.





