Governo acredita que o número de mortos pode ser maior; ainda há muitos desaparecidos
Governo acredita que o número de mortos pode ser maior; ainda há muitos desaparecidos | Foto: Luis Robayo/AFP



Chegou a 254 o número de mortes confirmadas na Colômbia decorrentes de um grande deslizamento de terras causado pelo excesso de chuvas. O volume de águas, no sábado, fez aumentar o nível dos rios Mocoa, Sangoyaco e Mulatos, que transbordaram e provocaram uma avalanche de água e pedras que levou tudo o que encontrou pelo caminho na cidade de Mocoa, no Sul do país.

Pelo último relatório, divulgado ontem pela Cruz Vermelha Colombiana, os feridos já passavam de 400 e 200 pessoas estavam desaparecidas. O governo declarou estado de calamidade em Mocoa, com o objetivo de facilitar e agilizar as operações de resgate e de ajuda às vítimas, com um número indeterminado de desaparecidos e atingidos.

Não se descarta que o número de vítimas aumente, já que "há muita gente desaparecida", de acordo com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que visitou a região do desastre, um lodaçal com pedras gigantescas arrastadas pelos rios até o centro da cidade, de cerca de 45 mil habitantes. "Toda a capacidade do Estado está voltada para apoiar o trabalho humanitário e de busca e resgate", escreveu Santos em seu Twitter.

A tragédia supera o mais recente desastre natural da Colômbia, o de outra avalanche que destruiu, em 18 de maio de 2015, a cidade de Salgar, no Departamento de Antioquia, deixando pelo menos 104 mortos. 

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