Passa de 100 o número de mortos na Colômbia
PUBLICAÇÃO
domingo, 03 de setembro de 2000
Associated Press De Bogotá 
A guerrilha marxista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que se opõe energicamente à aplicação do Plano Colômbia, de luta contra as drogas, e à ajuda econômica e militar americana ao governo colombiano, intensificou neste fim de semana sua ofensiva iniciada nos últimos dias, que já deixou mais de cem mortos.
O mais recente ataque ocorreu ontem no povoado de Tomarrazón, 1.200 quilômetros ao norte de Bogotá, onde cerca de 300 rebeldes das Farc tomaram a localidade e mataram sete policiais.
A ofensiva, que deixou também uma guerrilheira morta e um civil ferido, ocorreu pouco depois que 500 rebeldes atacaram uma base militar em Montezuma (400 quilômetros a oeste de Bogotá). Segundo o Exército, morreram no ataque e na contraofensiva 8 militares e 62 rebeldes.
As Farc, o maior grupo guerrilheiro da Colômbia, com mais de 12 mil combatentes, negociam desde outubro um acordo de paz com o governo do presidente conservador Andrés Pastrana.
O grupo comprometeu-se a não realizar incursões no Brasil para não internacionalizar o conflito colombiano, segundo comunicado enviado à imprensa brasileira ontem. Queremos tranquilizar nossos vizinhos, o território de nossa luta é a Colômbia, por isso deve ser travada em nosso país, indicou o comunicado assinado por um alto líder das Farc, Iván Reis.
Os grupos guerrilheiros colombianos protestam contra a implantação do Plano Colômbia, pelo qual o governo destinará US$ 7,5 bilhões no combate ao narcotráfico e em programas sociais. Desse total, US$ 1,3 bi vêm dos Estados Unidos. A guerrilha colombiana alega que o plano transformará o país num segundo Vietnã. Os protestos se intensificaram desde a visita do presidente americano Bill Clinton.


