Partidos prometem imparcialidade em processo de Clinton
Senadores republicanos e democratas prometeram ontem realizar um julgamento político bipartidário do presidente Bill Clinton, mas ambas as partes divergem sobre o comparecimento de testemunhas e se a moção de censura é uma opção. A equipe de advogados de Clinton passou o domingo se preparando para o que chamaram de uma defesa vigorosa, exitosa e completa do presidente, em que é acusado de perjúrio e obstrução de justiça, derivadas de sua relação extraconjugal com a ex-estagiária da Casa Branca, Monica Lewinsky.
Em entrevista a um programa de televisão divulgada ontem, dirigentes republicanos e democratas do Senado prometeram abordar o caso de forma bipartidária, no primeiro processo contra um presidente desde 1868. Obviamente estamos tratando de evitar até mesmo a percepção de parcialidade, afirmou o líder da maioria democrata no Senado, Tom Daschle, em uma programa da rede de TV CBS. O senador republicano, Phil Gramm, indicou que quando isso terminar, o importante será se pudermos dizer que fizemos justiça. Senadores republicanos e democratas votaram unanimemente na sexta-feira, sobre alguns procedimentos para o processo, mas deixaram aberta a possibilidade de convocar testemunhas, incluída Monica Lewinsky.





