Partidos estudam união nacional
Os partidos da Aliança no poder (UCR e FREPASO) assim como a oposição peronista estudavam ontem as respostas a um chamado do presidente argentino Fernando De la Rúa para formar um governo de unidade nacional, em meio à organização de manifestações contrárias ao plano de ajuste anunciado pelo governo na capital e na grande Buenos Aires.
O presidente fez a convocação na noite de domingo ante a profunda crise em que mergulhou a Argentina depois do anúncio de um ajuste econômico radical, que ameaça transformar-se em explosão social.
As águas políticas também ficaram divididas depois do anúncio de que o ex-superministro liberal da Economia Domingo Cavallo se somaria ao Governo (possivelmente como chefe de Gabinete) e pelo pedido de De la Rúa ao Congresso de conceder poderes especiais ao Executivo para voltar a dominar a situação.
O ex-vice-presidente Carlos Chacho Alvarez, líder da FREPASO (ex-peronistas e socialistas) condicionou o apoio a um Governo de unidade a que a nova proposta econômica não inclua mais privações para as pessoas e aponte para o crescimento do país. É preciso pôr ênfase no crecimento e na produção; estas medidas não representam uma saída; este plano choca-se com o sentido comum da sociedade e gera enormes conflitos sociais, destacou.
O ex-presidente Carlos Menem (1989/1999) advertiu que o Partido Justicialista (PJ, peronista) não vai governar junto e que estuda uma posição ante a convocação de De la Rúa. Afirmou o país está totalmente parado e questionou a Aliança.
O Comitê Nacional da UCR também examina o assunto, mas sem a presença de seu titular, o ex-presidente Raúl Alfonsín (1983/1989), de viagem aos Estados Unidos.
AtentadoUma espécie de bomba, um tipo de lança-panfletos, explodiu ontem de madrugada em frente ao prédio onde funcionam as instalações da Fundação FIEL, de onde é proveniente o atual ministro da Economia argentino, Ricardo López Murphy, causando danos materiais, mas sem mortos nem feridos, informou a polícia. O suporto petardo lançou volantes nos quais um suposto Comando Nacional Rodolfo Walsh assumiu a responsabilidade pelo atentado. O pacote tinha escrita a palavra bomba.





