Madri
Os dirigentes de 20 partidos de esquerda de 16 países europeus se reuniram ontem em Madri para pedir a construção de uma ‘‘Europa do emprego, da paz e da solidariedade’’, rejeitando ao mesmo tempo o ‘‘reforço’’ da Otan e do Pacto de Estabilidade ligado ao lançamento do euro.
Este ‘‘encontro de forças progressistas e de esquerda’’, organizado pela coalizão espanhola Esquerda Unida (IU, em torno dos comunistas), visa apresentar uma ‘‘alternativa’’ aos resultados do último Conselho europeu de Amsterdã e da cúpula da OTAN que acontecerá dias 8 e 9 em Madri.
A reunião de Madri deve marcar ‘‘o início de uma ação comum’’ da esquerda européia para oferecer ‘‘um modelo alternativo’’ ao ‘‘neoliberalismo’’ imposto pela Europa do Tratado de Maastricht, afirmou o coordenador geral do IU, Julio Anguita, no discurso de abertura.
Os participantes da reunião, que representam ‘‘cerca de 15 milhões de eleitores europeus’’, segundo Anguita, se pronunciarão principalmente contra o Pacto de Estabilidade com vistas a conduzir uma ‘‘restruturação permanente das políticas de austeridade e de cancelamento de postos de trabalho’’, segundo o projeto.
Eles se opõem também à ampliação da Otan para o leste - principal tema da reunião de cúpula dos chefes de Estado e de governo da Aliança Atlântica - e propõem a dissolução da própria Otan, em favor de um desarmamento nuclear e convencional, na Europa.
Entre os partidos presentes à reunião de Madri estão principalmente vários partidos comunistas ou ex-comunistas assim como diversas organizações de esquerda.

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