O primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, chegará ao encontro de cúpula de Camp David (EUA) na próxima semana com o líder palestino Yasser Arafat apoiado somente pela terça parte do Parlamento, já que o partido Shass lhe exigiu que endureça ainda mais sua posição se deseja sua permanência na coalizão de governo.
O apoio do Shass, que conta com 17 deputados de um total de 120 no Knesset (Parlamento unicameral), é considerado como crucial para conseguir a ratificação do acordo que pode acontecer no encontro de Arafat e Barak.
O Conselho de Sábios da Tora, instância suprema do Shass, ‘‘exigiu’’ que Barak defina ‘‘linhas vermelhas’’ (aspectos não negociáveis) ‘‘aceitáveis pelo Shass’’.
‘‘Se o primeiro-ministro não apresentar estas linhas vermelhas, não poderemos assumir a responsabilidade de apoiar um programa que poderia causar danos irreversíveis’’, disse Rafael Pinhasi, secretário-geral do Conselho.
O rabino Pinhasi assinalou que se o Conselho ‘‘não obtiver satisfação, decidirá aparentemente abandonar o governo’’, onde tem quatro ministros.
A coalizão de Barak se vê também fragilizada por outros dois de seus membros, o Partido Nacional Religioso (cinco deputados) e o partido de língua russa Israel Be Alya (quatro deputados), que anunciaram sua intenção de sair do governo para protestar contra as concessões que Barak estaria disposto a fazer aos palestinos.
O rabino Pinhasi qualificou de insuficientes as cinco ‘‘linhas vermelhas’’ que Barak havia voltado a definir anteontem. O primeiro-ministro israelense descartou um questionamento da anexação por Israel de Jerusalém Leste, uma retirada total dos territórios conquistados em 1967 e o retorno dos refugiados palestinos a Israel. Também exigiu que o vale do Jordão seja desmilitarizado e advertiu que Israel anexará setores da Cisjordânia onde está situada a maioria das colônias judias.

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