Partido do Povo Hindu elege primeiro-ministro
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sábado, 07 de março de 1998
France Presse 
France PresseEscolhidoAtal Behari Vajpayee, coberto de flores, depois da escolha pelo BJPO partido do Povo Hindu (BJP, nacionalista hinduísta), vencedor das recentes eleições legislativas, designou ontem como candidato a primeiro-ministro o mais moderado de seus líderes, Atal Behari Vajpayee, de 71 anos, que prometeu respeitar igualmente todas as religiões e culturas do país.
Jamais haverá discriminação religiosa. Temos a laicidade no sangue, disse Vajpayee depois de sua designação pelo BJP, frequentemente acusado de sectarismo e hostilidade em relação aos muçulmanos. Preservaremos a diversidade de línguas, culturas e modos de vida de todos os grupos indianos, acrescentou. Nosso programa não é um programa de ódio e sim um programa para toda a nação, assegurou o velho candidato.
Por último, prometeu buscar um consenso entre as forças políticas que se enfrentaram nas eleições. A guerra verbal dos partidos deve ser esquecida. Se queremos que o país progrida, temos de buscar um consenso nacional. Em democracia, não há inimigos, somente adversários.
Hoje é um dia histórico e confiamos em que, dentro de alguns dias, Vajpayee será primeiro-ministro, declarou por sua vez o presidente muito mais radical do BJP, L.K. Advani.
Os nacionalistas hinduístas e seus aliados dispõem de 249 cadeiras na câmara, 24 a menos da maioria absoluta, e estão negociando novos apoios para formar governo.
Vajpayee foi escolhido por unanimidade chefe do grupo parlamentar de seu partido, o que o tornou candidato a primeiro-ministro. Na próxima semana, será convocado pelo presidente da República, K.R. Narayanan, e encarregado de formar o governo.
Segundo os analistas, será fácil para o candidato encontrar os poucos aliados que lhe faltam para ter maioria parlamentar, mas muito difícil que esta maioria seja estável e duradoura.
O principal adversário do BJP, o Partido do Congresso, que tem 166 cadeiras, convidou a Frente Unida, terceira força eleitoral, com 95, a formar uma coalizão laica que feche a passagem para o nacional-hinduísmo, que considera como fascista.


