France PresseEscolhidoAtal Behari Vajpayee, coberto de flores, depois da escolha pelo BJPO partido do Povo Hindu (BJP, nacionalista hinduísta), vencedor das recentes eleições legislativas, designou ontem como candidato a primeiro-ministro o mais moderado de seus líderes, Atal Behari Vajpayee, de 71 anos, que prometeu respeitar igualmente todas as religiões e culturas do país.
‘‘Jamais haverá discriminação religiosa. Temos a laicidade no sangue’’, disse Vajpayee depois de sua designação pelo BJP, frequentemente acusado de sectarismo e hostilidade em relação aos muçulmanos. ‘‘Preservaremos a diversidade de línguas, culturas e modos de vida de todos os grupos indianos’’, acrescentou. ‘‘Nosso programa não é um programa de ódio e sim um programa para toda a nação’’, assegurou o velho candidato.
Por último, prometeu buscar um consenso entre as forças políticas que se enfrentaram nas eleições. ‘‘A guerra verbal dos partidos deve ser esquecida. Se queremos que o país progrida, temos de buscar um consenso nacional. Em democracia, não há inimigos, somente adversários’’.
‘‘Hoje é um dia histórico e confiamos em que, dentro de alguns dias, Vajpayee será primeiro-ministro’’, declarou por sua vez o presidente muito mais radical do BJP, L.K. Advani.
Os nacionalistas hinduístas e seus aliados dispõem de 249 cadeiras na câmara, 24 a menos da maioria absoluta, e estão negociando novos apoios para formar governo.
Vajpayee foi escolhido por unanimidade chefe do grupo parlamentar de seu partido, o que o tornou candidato a primeiro-ministro. Na próxima semana, será convocado pelo presidente da República, K.R. Narayanan, e encarregado de formar o governo.
Segundo os analistas, será fácil para o candidato encontrar os poucos aliados que lhe faltam para ter maioria parlamentar, mas muito difícil que esta maioria seja estável e duradoura.
O principal adversário do BJP, o Partido do Congresso, que tem 166 cadeiras, convidou a Frente Unida, terceira força eleitoral, com 95, a formar uma ‘‘coalizão laica’’ que feche a passagem para o nacional-hinduísmo, que considera como ‘‘fascista’’.

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