Partido de Zuma canta vitória nacional
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
Folhapress 
São Paulo- O partido Congresso Nacional Africano (CNA) ultrapassou dois terços do total apurado nas eleições gerais realizadas ontem na África do Sul, após a contagem de mais de dez milhões de votos, informou a Comissão Eleitoral Independente (CEI). Pelos resultados, o partido garante a eleição de seu líder, Jacob Zuma, como presidente. Mas dados das eleições regionais mostram que o CNA deve perder o governo da principal Província do país.
De acordo com os dados recentes, com uma participação que até agora foi de 77,3% dos 21,3 milhões de eleitores aptos a votar, foram apurados 10.254.816, dos quais o CNA, liderado por Zuma, conquistou 6.892.677, ou seja, 66,85% dos votos válidos. Milhares de eleitores do CNA comemoraram antecipadamente a vitória de Zuma em Joanesburgo, à medida que os novos dados deixam cada vez mais próxima a conquista do CNA. Zuma, que durante a campanha muitas vezes dançou e cantou o hino anti-apartheid ''Tragam-me minha metralhadora'', afirmou que a festa ''ainda'' não era a comemoração da vitória.
O presidente é escolhido pela maioria dos deputados, mas caso seja confirmado no final da apuração que o CNA tem mais de dois terços dos votos, o partido obteria uma representação proporcional na Assembleia Nacional e, com isso, poderia reformar a Constituição e adotar medidas extraordinárias sem alianças com outras legendas. Em segundo lugar está a liberal Aliança Democrática (DA), de Helen Zille, com 1.657.036 votos, ou seja, 16,07% dos sufrágios válidos.
Zille, que fez uma elogiada administração como prefeita da Cidade do Cabo, deve ganhar o governo da mais rica Província da África do Sul, Cabo Ocidental, atualmente sob governo do CNA. A líder da AD recebeu apoio bem além da minoria branca. A Província é o coração das indústrias de vinho, frutas e turismo do país.
O CNA venceu por larga margem todas as eleições desde a primeira votação pós-apartheid, em 1994, quando foi eleito presidente o símbolo da luta contra o regime de segregação, Nelson Mandela. Em 2004, o CNA teve 69,69% dos votos. Em terceiro na votação nacional aparece o Congresso do Povo (Cope), grupo formado por dissidentes conservadores do CNA após a destituição, em setembro, de Thabo Mbeki da Presidência da África do Sul. A legenda obtém 796.575 votos, ou 7,73% do total.


