Partidários fazem movimento pela liberdade de Lino Oviedo
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quarta-feira, 05 de julho de 2000
Associated Press De Assunção 
Os partidários do ex-general paraguaio Lino Oviedo puseram em marcha um plano para obter 100 mil assinaturas solicitando ao presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso que reconheça a condição de prisioneiro político de seu líder, preso em Brasília.
Oviedo, de 56 anos, foi detido pela polícia federal em 11 de junho passado em Foz do Iguaçu. Após ser transferido para Brasília, onde foi alojado no quartel central de polícia da capital federal, foi transferido no último sábado para uma cela da polícia militar.
O jornal ABC Color informou ontem que o jornalista Miguel Fernández foi designado coordenador da tarefa de colher os abaixo-assinados. O objetivo é tentar que o presidente brasileiro detenha a possível extradição de oviedo através da eventual declaração de perseguido político.
Por sua vez, o advogado José Emilio Gorostiaga, assessor jurídico da Chancelaria paraguaia, anunciou ontem que, devido às férias forenses no Brasil, Oviedo será citado em agosto para sua primeira audiência em um processo em Brasília.
Segundo Gorostiaga, os advogados do ex-general terão aproximadamente um mês para inteirar-se das causas pelas quais está sendo pedida sua extradição para o Paraguai, para ser julgado no processo pelo assassinato do vice-presidente Luis María Argaña.
Argaña foi assassinado em 23 de março de 1999 e, de acordo com as investigações, supostamente há indícios de que Oviedo teria sido um dos autores intelectuais do homicídio.


