Um nova crise envolvendo reféns teve início ontem em Suva, capital das Ilhas Fiji. Rebeldes armados partidário de George Speight, líder do golpe, aprisionaram 30 soldados e funcionários da polícia e do governo numa delegacia nas proximidades da capital. Desafiador, Speight disse que mais incidentes iriam acontecer até o que os militares decidam ceder às suas exigências. ‘‘A situação vai se agravar’’, disse Speight. ‘‘Haverá mais movimentação.’’
Mas Speight também demonstrou esperança de que a crise, que teve início quando ele e seis homens armados invadiram o Parlamento no dia 19 de maio, chegue logo ao fim. ‘‘O assunto será resolvido em breve, eu acredito nisso’’, disse ele aos repórteres. ‘‘O exército perceberá a tolice de suas atitudes. Eles entenderam a situação política de uma forma totalmente equivocada.’’
Na manhã de ontem (horário local), o porta-voz do segundo grupo a fazer reféns, Iferemi Tiki, disse aos jornalistas que era primo de Speight e que sua atitude era em apoio ao líder rebelde e pela cassação dos direitos dos indianos étnicos. Ele liderou cerca de cem pessoas e tomou o posto de checagem militar em Korovou, localizada a cerca de 60 quilômetros de Suva, antes de confiscar seis rifles M-16 e invadir o pequeno posto policial da cidade. Nenhum dos reféns ficou ferido e os rebeldes já declaram que não querem derramamento de sangue.

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