Partidários do antigo rei exigem para ele um cargo importante
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sexta-feira, 30 de novembro de 2001
France Presse <br> De Bonn 
A delegação do ex-rei afegão Zahir Sha na conferência de Bonn exigiu ontem para seu líder o cargo de chefe de Estado ou do Conselho Supremo do Afeganistão. ''Sua majestade teria que assumir um papel central no futuro do Afeganistão'', declarou à imprensa Abdul Sattar Sirat, que chefia a delegação do grupo do ex-rei, deposto em 1973, na conferência. ''Do nosso ponto de vista, sua majestade deveria ter o papel de chefe de Estado ou do Conselho Supremo do Afeganistão'', frisou.
Exilado em Roma desde 1973, Zahir Sha, de 87 anos, ''respeitará as decisões do povo afegão'', explicou o assessor do ex-rei.
Sattar se delarou ''até agora satisfeito'' com as negociações realizadas em Petersberg, o luxuoso prédio onde está sendo realizada a conferência a alguns quilômetros de Bonn. Afirmou, no entanto, esperar que se chegue a um acordo até amanhã. ''As principais dificuldades residem na escolha dos membros do Conselho Supremo (parlamento) e da administração interina (executivo).''
Esperanças Amos e senhores de Cabul durante mais de dois séculos, os pashtuns afegãos concentram suas esperanças em reconquistar o poder de um dos seus: o velho rei Zaher Sha, de 87 anos, exilado em Roma desde que foi derrotado em 1973. Agora, os pashtuns só podem recorrer ao rei Zaher Sha, cujo reinado foi interrompido por Sardar Mohammad Daud, que o depôs.
Zaher Sha deixou, no entanto, uma boa recordação de seu reinado: foi o período mais longo sem guerra, foram registrados avanços diplomáticos e ampliados os direitos do homem, sobretudo, da mulher. O rei pertence a um dos dois ramos da tribo pashtun: os ''durrani''. O outro, os ''ghilzai'', tem entre seus representantes o líder taleban, o mulá Mohammad Omar.


