A maciça concorrência às urnas ontem, para renovar o Parlamento e as 14 Assembléias provinciais, converteu-se em um respaldo político ao líder cubano Fidel Castro a dez dias da histórica visita a Cuba do Papa João Paulo II.
Embora os resultados definitivos não tenham saído, espera-se que a participação se aproxime de 100%, já que três horas antes do fechamento da votação informou-se que haviam acudido 7.668.461 cubanos sobre 7,8 milhões de eleitores, o que significa mais de 97%.
Nas anteriores eleições gerais, realizadas a 11 de março de 1993, votaram 99,57% .
Com o respaldo expresso nas urnas ao seu governo comunista, Castro, no poder há quase 40 anos, dará as boas-vindas ao Sumo Pontífice, que chega na ilha no próximo dia 21.
Em outubro passado, Fidel Castro, 71 anos, foi ratificado como primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba (PCC, único legal na ilha) e seu irmão Raúl, 66 anos, como seu sucessor.
A mídia festejou ontem ‘‘o triunfo da revolução sobre seus inimigos’’.
Para Castro as eleições de ontem foram ‘‘puras e limpas’’ e são as mais democráticas do mundo, sem custosas campanhas, sem fraudes nem politicalha.

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