Jerusalém O parlamento israelense rejeitou, ontem, uma moção de destituição do primeiro-ministro Ariel Sharon, apresentada pelo deputado Matan Vinai, em nome da oposição trabalhista, devido ao escândalo de corrupção em que Sharon está presumivelmente envolvido, informou um funcionário da Knesset (parlamento).
A moção foi rejeitada por 49 votos contra 32 e uma abstenção. De qualquer forma, devido à ampla maioria de que dispõe o Governo, a proposta não tinha qualquer possibilidade de vir a ser aprovada.
Voltou à tona semana passada um caso de financiamento ilegal da campanha que permitiu a Sharon, em 1999, liderar o Likud, o grande partido da direita israelense, em função de uma acusação formal feita pelo empresário David Appel.
Segundo os meios de comunicação israelenses, a procuradora-geral do Estado, Edna Arbel, havia se pronunciado a favor do indiciamento de Sharon.
O primeiro-ministro afirmou semana passada, no entanto, que continuará à frente do Governo até o final desta legislatura, em 2007.
Troca de prisioneiros O governo de Israel acelerava ontem os preparativos para o intercâmbio de prisioneiros com o movimento xiita libanês Hezbollah, previsto para a próxima quinta-feira e que continuava suscitando diversas reações no Estado hebreu.
O exército israelense começou a desenterrar os corpos de 59 libaneses, que serão entregues na manhã da quinta-feira ao Hezbollah no posto fronteiriço de Rosh Hanikra, por intermédio da Cruz Vermelha.
Israel libertará 400 palestinos e 35 árabes, entre eles 23 libaneses, assim como um alemão. Em troca, o Hezbollah se comprometeu a libertar um civil israelense e a entregar os corpos de três soldados hebreus, segundo os termos de um acordo concluído graças a uma mediação alemã.
''Recebemos favoravelmente o acordo entre Hezbollah e Israel, e não mediremos esforços para conseguir a libertação de todos nossos prisioneiros'', ou seja cerca de 7.500 pessoas, afirmou o primeiro-ministro palestino, Ahmed Qorei, em Ramallah (Cisjordânia).
Uma associação que defende os presos palestinos manifestou decepção com o acordo, uma vez que os 400 palestinos que serão beneficiados têm apenas mais três anos de prisão a cumprir.
De acordo com analistas, esta troca de prisioneiros fortalece o prestígio do Hezbollah, considerado um movimento terrorista pelos Estados Unidos.
Alguns especialistas expressaram temor de que este acordo incentive os grupos radicais palestinos a sequestrar israelenses, tanto militares quanto civis.

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