São Paulo - O Parlamento da Líbia aprovou ontem o adiamento das eleições legislativas e o prolongamento do mandato dos deputados, que terminaria na sexta-feira. O objetivo é concluir a Constituição do país, um dos passos para dar fim à transição política iniciada após a queda do ditador Muamar Kadafi, em 2011.
No plano de transição, prevê-se que sejam realizadas eleições no dia 20 para escolher os 60 membros do Órgão Constitucional, encarregado de elaborar uma nova lei máxima para o país. A comissão será responsável por apresentar um relatório sobre os avanços do texto em maio.
Com a aprovação do texto, o documento será submetido a um referendo, que deverá acontecer em agosto. Um mês depois, o Congresso deverá anunciar as eleições presidencial e legislativa, que deverão acontecer até o fim do ano.
Por outro lado, se o texto da Constituição for rejeitado, uma outra comissão se encarregará em fazer uma lei máxima provisória. Nesse caso, o mandato dos deputados será estendido em mais 18 meses, a partir dos quais só poderia voltar a se prolongar através de referendo.
O primeiro período de transição líbio começou com a queda de Kadafi, em 2011, e terminou após a escolha do Parlamento, em julho de 2012. Os parlamentares representaram o início do atual período transitório, que deveria ter terminado em fevereiro, após a realização de eleições e a redação da Constituição.
No entanto, a fragilidade das instituições, a situação instável de segurança que reina no país e as contínuas disputas impediram o avanço da transição política.

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