O parlamento iraquiano exigiu ontem que os inspetores de armas das Nações Unidas finalizem seu trabalho no Iraque num prazo máximo de seis meses, contados a partir do último dia 20 quando as inspeções foram retomadas. Os técnicos da ONU continuaram ontem a buscar armas químicas, biológicas ou nucleares em locais de Bagdá ou fora da capital iraquiana. Uma equipe de reconhecimento aéreo utilizou três helicópteros para as inspeções.
O parlamento iraquiano pediu também o total levantamento das sanções da ONU contra Bagdá, ao fim das inspeções alegando que o governo já cumpriu todas as exigências da organização mundial. O porta-voz do parlamento Sadoun Hammadi afirmou: ‘‘Não há armas proibidas no Iraque’’.
O governo iraquiano convidou representantes do Conselho de Segurança da ONU e os inspetores de armas a visitarem os palácios presidenciais, onde segundo os Estados Unidos estariam sendo guardadas armas proibidas. O Iraque se ofereceu para arcar com todos os gastos da visita que poderia incluir até 117 pessoas durante um período entre uma semana e um mês.
O presidente iraquiano Saddam Hussein agradeceu em carta manuscrita ao papa João Paulo Segundo o apelo feito pelo pontífice para que a ONU suspenda as sanções impostas ao Iraque em 1990, informou ontem o jornal italiano ‘‘La Repubblica’’. O Vaticano se limitou a confirmar que recebeu uma carta do governo de Bagdá.
Em diversas oportunidades, o papa pediu o levantamento de todos os tipos de medidas econômicas punitivas impostas a países como o Iraque por considerar que é a camada mais pobre da população que mais sente os efeitos das sanções. A ONU decretou um embargo econômico contra o Iraque como forma de punir o regime de Saddam Hussein pela invasão do Kuwait. Para por fim ao embargo, a organização exige o Iraque prove que eliminou totalmente suas armas de destruição em massa.

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