Parlamento iraniano pede morte à oposicionsitas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Redação FolhaWeb com BBC-Brasil 
Parlamentares iranianos pediram que os líderes da oposição Mir Hossein Mousavi e Mahdi Karroubi sejam julgados e executados, após os protestos contra o governo que levaram milhares de pessoas às ruas de Teerã, nesta segunda (14).
Imagens da TV estatal iraniana mostraram cerca de 50 políticos conservadores reunidos no salão principal do Parlamento, nesta terça-feira, gritando "Morte a Mousavi! Morte a Karroubi!".
Ontem, uma pessoa teria sido morta a tiros durante violentos confrontos entre manifestantes e as forças de segurança no centro da capital. Dezenas de pessoas foram presas e vários líderes da oposição, incluindo Mousavi e Karroubi, foram colocados em prisão domiciliar.
O ex-candidato à presidência Mir Hossein Mousavi e o ex-parlamentar Mahdi Karroubi contestaram a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad em junho de 2009. Denúncias de fraude acabaram levando aos maiores protestos no país desde a Revolução Islâmica de 1979.
As autoridades responderam com uma repressão brutal.
OBAMA
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, hoje (15), fez críticas ao governo do Irã por usar violência contra "manifestantes pacíficos". Obama disse ainda que está vendo "os sinais certos" vindos do Egito, onde os militares assumiram temporariamente o poder após a renúncia do presidente Hosni Mubarak, na última sexta-feira(11).
Segundo Obama, o conselho militar que assumiu o governo egípcio já reafirmou seu compromisso em manter tratados internacionais firmados anteriormente e já se reuniu com a oposição para iniciar as discussões sobre reformas no país.
Obama declarou apoiar os protestos realizados pela oposição iraniana na última segunda-feira e disse esperar que os manifestantes tenham a "coragem" de continuar a expressar seu desejo por maior liberdade.
Segundo o líder americano, uma nova e vibrante geração está pedindo por mudanças no Oriente Médio, e os governos da região precisam reconhecer a "fome de mudança" de suas populações.


