São Paulo - O Parlamento Europeu exigiu ontem que o governo francês ''suspenda imediatamente'' a expulsão de ciganos e expressou oficialmente sua ''profunda preocupação'' com esta política. A votação é mais um golpe contra o presidente Nicolas Sarkozy, que enfrenta impopularidade recorde em meio ao escândalo de doações ilegais da herdeira da L'Oréal e de oposição em massa da população a seu mais importante projeto de governo, a reforma do sistema de aposentadoria.
Com 337 votos a favor, 245 contra e 51 abstenções, o Parlamento aprovou a resolução proposta por socialistas, liberais, verdes e comunistas que censuram a política de Sarkozy e critica a ''tardia e limitada'' reação da Comissão Europeia.
O Parlamento lamenta ainda a ''retórica inflamatória e abertamente discriminatória que marcou o discurso político durante a repatriação dos ciganos'' e adverte que este tipo de política alimenta o racismo e as ações dos grupos de extrema direita.
O governo francês mandou cerca de mil ciganos de volta à Romênia e à Bulgária nas últimas semanas, como parte de medidas de combate ao crime e sob uma proposta de imigração. Em 2009, 10 mil romenos e búlgaros foram levados para seus países, segundo as autoridades francesas, no que Paris considera um programa de repatriação voluntária.

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