Parlamento é invadido; decretado estado de exceção
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quarta-feira, 07 de abril de 2010
Folhapress 
São Paulo - O premiê da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, declarou estado de exceção hoje na capital, Bancoc, após cerca de 5.000 manifestantes antigoverno terem invadido o Parlamento. Alguns parlamentares escalaram um muro para fugir num helicóptero. Os manifestantes deixaram o local 20 minutos depois. É a segunda vez que o governo tailandês recorre ao estado de exceção para conter os protestos. A primeira foi em abril de 2009, quando os chamados ''camisas vermelhas'' invadiram um evento internacional.
O estado de exceção permite ao Exército assumir a segurança, proibir protestos, declarar toque de recolher e impedir a mídia de divulgar notícias que possam ''gerar pânico''.
Os protestos já duram quatro semanas nas quais os ''camisas vermelhas'' chegaram a jogar litros do próprio sangue na sede do governo e na casa do premiê, de quem exigem renúncia.
Partidários do ex-premiê Thaksin Shinawatra, deposto em 2006 e hoje em exílio, eles pedem eleições antecipadas.
Em negociações exibidas na TV, eles rejeitaram proposta de dissolver o Parlamento em dezembro, um ano antes do previsto. Para hoje, os camisas vermelhas -que ocupam o centro comercial de Bancoc desde sábado- prometem seu maior ato. ''Vamos declarar guerra'', disse Arisman Pongruangrong, um dos líderes do movimento.
O premiê, que trabalha numa instalação militar por razões de segurança, foi à TV, horas após a invasão do Parlamento, dizer que o governo não deve usar a força para dispersar a multidão.


