O frágil plano de paz da Macedônia passou ontem para as mãos dos legisladores, que se debatem entre duas poderosas forças: a dos dirigentes da Otan, que apóiam sua aprovação, e a da população local, indignada com a possibilidade de os insurgentes albaneses serem recompensados com maiores direitos.
Centenas de manifestantes, encabeçados por aqueles que escaparam das zonas em poder dos rebeldes, causaram um atraso de seis horas no início do debate sobre a aprovação de um acordo elaborado pelo ocidente. A multidão bloqueou as portas do parlamento e se enfrentou com alguns deputados, entre eles Zehir Bekteshi, de origem albanesa, que recebeu golpes e chutes. ''Vergonha'', gritaram alguns manifestantes quando a tropa de choque da polícia assumiu o controle das entradas do parlamento pouco antes da sessão.
Por sua vez o presidente macedônio, Boris Trajkovski, respaldou o plano. ''A alternativa é a divisão e a guerra... Uma guerra total, étnica e civil'', declarou. ''Todos os países têm momentos em sua história em que devem tomar decisões difíceis'', continuou o mandatário. ''Hoje enfrentaremos um desses momentos.''

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