Associated Press
De Viena
O Parlamento austríaco realizou nesta terça-feira uma sessão, convocada pelo Partido Verde, para debater moção de censura contra o governo ultradireitista, chefiado pelo conservador Wolfgang Schuessel.
Cerca de 600 agentes de segurança cercaram o edifício, para evitar que fosse invadido por manifestantes. Os verdes acusaram Schuessel pelo que classificaram de ‘‘destruição da diplomacia e da economia austríaca’’.
Alexander van der Bellen, líder verde, exibiu documentos apresentados pelo presidente Thomas Klestil, nos quais o chefe de Estado diz ter advertido Schuessel em novembro sobre as desastrosas consequências para o país de um governo de extrema direita. Wolfgang Schuessel chegou ao cargo de chanceler depois de formar uma coalizão com o Partido da Liberdade, do ultradireitista Joerg Haider, condenada pelos governos europeus.
O chanceler defendeu-se, lamentando o que classificou de ‘‘boicote inconstitucional’’ da União Européia (UE) contra o país. ‘‘Quanto à economia, disponho de estudos segundo os quais em nada ela foi afetada pelos recentes acontecimentos.’’ Segundo Schuessel, a UE mudará de posição quando ele começar a aplicar seu plano de governo.
A moção de censura, posta em votação, foi rechaçada pela folgada maioria de que dispõe Schuessel no plenário.
Em Lisboa, o primeiro-ministro português e atual presidente da UE, Antonio Guterres, confirmou a presença de representantes de Viena na cúpula do órgão. Mas deixou claro que nenhum fotógrafo ou cinegrafista terá permissão para fotografar os austríacos ao lado dos demais membros da instituição.

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