Parlamento da Turquia autoriza operações militares
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quinta-feira, 04 de outubro de 2012
Folhapress 
São Paulo - O Parlamento da Turquia autorizou ontem o Exército do país a fazer operações militares contra a Síria durante o prazo de um ano, em represália ao bombardeio em uma cidade fronteiriça anteontem. A decisão foi aprovada com 320 votos a favor e 129 contra, sendo a maioria dos votos favoráveis do governista Justiça e Desenvolvimento (AKP, sigla em turco).
O pedido foi feito pelo governo do primeiro ministro Recep Tayyip Erdogan com a justificativa de que o ataque é uma séria ameaça à segurança nacional. Após a votação, o vice-primeiro-ministro turco, Besir Atalay, descartou que a autorização do Parlamento seja uma declaração de guerra, pois ainda falta o Executivo definir se usará ou não o envio de tropas.
Ele disse que a prioridade do país é definir com instituições internacionais a resposta ao ataque à cidade de Akçakale, que deixou cinco civis turcos mortos e outros dez feridos. A Turquia é membro da Otan (aliança militar ocidental).
Durante a madrugada e a manhã de ontem, o Exército turco fez bombardeios a bases militares na fronteira síria, matando diversos soldados leais ao ditador Bashar Al Assad. Ainda não há estimativas de número de mortos nas instalações sírias.
Protestos
Cerca de 5.000 pessoas tomaram as ruas de Istambul ontem em manifestações contra o governo e a uma possível intervenção da Turquia na Síria. ''O AKP (a legenda do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan) quer a guerra, o povo quer a paz'' foi um dos slogans cantados pela multidão. ''Nós não queremos a guerra, nós não queremos que moços morram'', disse Hatice Gokturk, de 62 anos, em depoimento à agência Reuters.
Os protestos foram convocados por partidos de oposição e grupos civis, logo após a resolução do parlamento turco autorizando uma intervenção militar do governo.


