Parlamento aprova afastar presidente acusado de estupro
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
Folhapress 
São Paulo- A Comissão de Assuntos Internos do Parlamento israelense aprovou ontem por 13 votos a 11 a ''incapacitação temporária'' do presidente Moshe Katsav para o exercício da chefia do Estado. Ele é acusado de estupro e assédio sexual e em princípio ficará afastado por três meses.
O procurador-geral, Menachem Mazuz, afirmou ontem que há provas suficientes para denunciar o presidente, e o premiê Ehud Olmert já pediu a renúncia de Katsav. Um grupo de 27 deputados exige a abertura de um processo de impeachment, inédito na história de Israel - para que o impeachment seja aprovado, no entanto, é necessário o aval de 90 dos 120 parlamentares.
Durante o afastamento de Katsav, a presidência será interinamente exercida pela presidente do Parlamento, Dalia Itzik. Katsav, 61 anos, afirma ser inocente e resistiu às pressões para renunciar.
Katzav é o primeiro político da direita que chegou à chefia do Estado por meio de uma discreta carreira política. Membro do Likud, Katzav, foi eleito presidente em 2000 pelos deputados israelenses em detrimento a Shimon Peres, veterano da classe política.
Katzav é acusado de abusar de sua ex-secretária e de uma funcionária na época em que era ministro de Turismo, o que pode levá-lo a ser condenado a uma pena de 3 a 16 anos de prisão.


