O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, encaminhou ontem um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) sugerindo que seja concedida ao governo do Paraguai a extradição do general da reserva Lino Oviedo, que é acusado de ser o mandante do assassinato do ex-vice-presidente Luis Maria Argaña, seu guarda-costas, e de várias pessoas que participavam de uma manifestação próxima ao Congresso daquele país.
Preso desde junho num quartel da Polícia Militar em Brasília, Oviedo esteve no STF em dezembro quando prestou depoimento ao ministro Maurício Corrêa, relator do pedido de extradição. Sob forte esquema de segurança, o ex-general tentou convencer que é um perseguido político e que corre risco de ser morto caso retorne ao Paraguai.
Ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e advogado de Oviedo, Walter Costa Porto sustenta que se trata de uma extradição política disfarçada, que não é admitida pela jurisprudência do STF. A defesa também alega que no Paraguai Oviedo não teria um julgamento isento.
Mas os argumentos dos advogados de Oviedo são descartados por Brindeiro em seu parecer.

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