São Paulo - Uma forte explosão atingiu ontem um bairro do sul de Beirute, capital do Líbano, deixando pelo menos cinco mortos. A área é um reduto do grupo radical xiita Hezbollah, que nos últimos meses tem sido alvo e causador de diversos atentados. A brasileira Malak Zahwe, de 17 anos, é uma das vítimas do atentado.
Nascida em Foz do Iguaçu, Malak morava há anos na capital libanesa. A reportagem confirmou a informação com Nadir Zahwe, sua prima, pelo telefone. "Malak estava comprando roupas novas com a madrasta dela. A explosão atingiu a loja onde elas estavam. Ela morreu", afirmou Nadir, que foi informada por familiares.
Segundo testemunhas, a explosão atingiu a antiga sede da rede de televisão Al Manar, de propriedade do grupo radical e que havia sido destruída por Israel na guerra de 2006. Moradores da região afirmam que viram corpos no chão.
Ainda não se sabe o que provocou a explosão, embora fontes policiais tenham afirmado que um carro-bomba foi detonado.
A ação acontece uma semana após a morte do ex-ministro das Finanças libanês, Mohammed Shattah, em um atentado em Beirute. Ele era, também, assessor do ex-premiê Saad al-Hariri, que hoje lidera a coalizão 14 de Março, crítica ao regime sírio. Aliados de Hariri acusam a Síria e o Hezbollah de estarem por trás do ataque.
Beirute tem sido alvo de atentados durante os últimos meses, em especial desde que o grupo radical xiita enviou guerreiros à vizinha Síria para lutar ao lado das forças do ditador Bashar Assad. O partido enfrenta forte oposição da ala sunita na região. Em novembro, atentados a bomba atingiram a embaixada iraniana no Líbano.

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