Paraná concretiza o projeto industrial
Arquivo/FolhaEm obrasO trabalho que se realiza em Londrina constitui também o começo de uma nova etapa no processo de industrialização da cidade que, conforme comentário do prefeito Antônio Belinati, viveu, neste 1997, o melhor ano de sua História, abrindo caminho para novas conquistas em 98O ano de 1997 marca a concretização do projeto industrial lançado pelo governo do Estado desde a posse do sr. Jaime Lerner, há 3 anos. Quando, em 1996, foi anunciada a instalação da Renault, em São José dos Pinhais, não faltaram críticas ao governo, desde as regionais (dizia-se que só se pensava em levar investimentos para a região de Curitiba) até as relativas aos protocolos que garantiram o investimento para o Estado, questão que, inclusive, complicou muito a situação do Paraná na tentativa de obtenção de empréstimos externos, o que só foi definido, após muita luta, quase no final deste ano. Mas a evolução dos fatos mostrou que o governo estava certo em se lançar, agora, a uma nova fronteira, atraindo investimentos industriais que podem mudar o perfil do Paraná, como também se pode perceber, notadamente neste ano, que não apenas a região de Curitiba ou do Sul do Estado estava nas preocupações do governo.
Neste ano, investimentos industriais anunciados atingem praticamente todos os quadrantes do Estado. E se é enorme diferença entre os valores investidos na região de São José dos Pinhais (R$ 1,8 bilhão, envolvendo Renault, Audi e Volkswagen) e os 130 milhões que serão aplicados pela Tafisa, em Pien, é certo que para aquele pequeno município a unidade industrial representará, proporcionalmente, tantos ou mais benefícios do que os auferidos pela cidade da região da Grande Curitiba.
No total, os investimentos industriais anunciados e já iniciados atraem para o Estado algo em torno de 14 bilhões de reais, com um efeito multiplicador fantástico e que tem ainda a vantagem de representar o estabelecimento de novas bases para o futuro do Estado. O fato de se observar, também, a presença de investimentos em quase todos os cantos do Paraná, representa outro fator de inegável importância, na medida em que proporciona condições para a permanência do cidadão no seu próprio município, evitando o tão complicado êxodo que ocorre quando uma determinada região aglutina os investimentos oficiais e particulares.
Campo Largo, com a Chrysler e a BMW também recebeu importante impulso, com investimentos da ordem de 830 milhões de reais; igualmente boa a situação de Ponta Grossa com a Kaiser, a Sadia e a Beaulieu (300 milhões de reais); a Fazenda Rio Grande terá os 400 milhões de investimento da Electrolux, uma empresa que, ademais produzirá muito mais empregos do que outras, que exigem mais dinheiro: a tradicional Lapa festeja os 250 milhões da Forest, enquanto para Irati os 20 milhões de investimento da Siemens constituem um fato da maior relevância. Londrina também não pode se queixar, com a Dixie Toga e a Kumho, uma injeção de 245 milhões de reais que propiciará mais empregos e abrirá novas perspectivas para o projeto de industrialização da cidade e da região.
Com os novos investimentos conquistados ao longo do ano, a diversificação de empreendimentos e a cobertura de várias regiões do Estado, o projeto industrial do governo produz efetivamente uma nova realidade para o Paraná. O que era apenas projeto, ganha contornos e base, criando uma nova mentalidade e abrindo possibilidades mais amplas para que o Estado converta em realidade o potencial indiscutível.
O Paraná fecha o ano tendo convertido em realidade propostas que, há algum tempo, eram consideradas absurdas. Vai além, ao lograr levar investimentos para o interior. O que, aliás, se deve não apenas ao incentivo do governo estadual mas à iniciativa das municipalidades. Pois, como já disse várias vezes o governador Jaime Lerner, quem escolhe o local para se isntalar é a indústria. O Estado oferece vantagens. Incumbe aos municípios dar o suporte, aproveitar suas próprias potencialidades, lutar também para conquistar os investimentos, o que ocorreu ao longo do ano.
1998 será a época de colher resultados desta nova etapa que o Paraná começa a viver.





