Paramilitares colombianos propõem referendo de paz
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2005
France Presse 
Bogotá- Combatentes da força paramilitar colombiana - desta vez 925 homens - depuseram suas armas ontem, numa cerimônia na qual foi levantada a hipótese de realização de um plebiscito que defina o destino do grupo em relação aos Estados Unidos e à justiça interna.
A primeira desmobilização paramilitar de 2005 foi realizada no povoado de Santa Fé de Ralito (norte) - sede do processo de paz -, durante uma cerimônia da qual participaram o comissário para a paz, Luis Carlos Restrepo; o ministro do Interior e Justiça, Sabas Pretelt; o delegado da OEA, Sergio Caramagna e membros da Igreja Católica.
Durante o evento, os líderes das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) propuseram a realização de uma consulta popular na qual se defina a extradição de seus chefes para os Estados Unidos e o tratamento jurídico a ser dado aos responsáveis por crimes hediondos.
''Assumimos o compromisso formal de nos submetermos à decisão a ser tomada pelo povo colombiano nesse referendo nacional'', disse Ernesto Báez, chefe político das AUC, durante um discurso pronunciado ante os agora ex-combatentes.
Anteriormente, o chefe das AUC havia antecipado em entrevista que a consulta incluiria, além disso, a questão do eventual comparecimento dos paramilitares ante os tribunais internacionais.
''Trata-se de determinar a nossa sorte, se haverá extradição para alguns ou entregas à Corte Penal Internacional'', destacou Báez em entrevista à rede de TV Caracol.


