El Eden - Colômbia - Um grupo de 160 paramilitares de extrema-direita se desmobilizou neste domingo no sudoeste da Colômbia, quase duas semanas depois que 855 desses combatentes fizeram o mesmo em um processo que deve levar ao desarmamento 20 mil homens nos próximos dois anos.
  Considerado como o grupo paramilitar mais antigo dos que operam atualmente na Colômbia, as Autodefesas Camponesas de Ortega (ACO) - nascidas nos anos sessenta - desmobilizaram-se neste domingo na aldeia de El Edén, uma remota localidade do município de Cajibío encravado na Cordilheira Ocidental, constatou um jornalista da AFP.
  O alto comissário para a paz do governo, Luis Carlos Restrepo, presidiu a cerimônia de desarmamento, que se iniciou às 11H00 locais (14H00 de Brasília) e à qual assistiram os moradores da região, situada 650 km ao sudoeste de Bogotá, no departamento de Cauca.
  ‘‘É um passo a mais na obtenção da paz na Colômbia. Registramos de maneira significativa que esta comunidade tenha decidido abandonar as armas e se integrar na legalidade’’, disse Restrepo aos jornalistas.
  Acrescentou que o governo do presidente Alvaro Uribe dá um ‘‘apoio pleno a modelos de segurança participativa que não passam pela ilegalidade, mas que têm como eixo central a cooperação adequada’’ com o exército e a polícia.
  ‘A partir de hoje a força pública terá presença permanente neste território’’, anunciou Restrepo. As ACO não pertencem às Autodefesas Unidas da Colômba (AUC), a maior organização paramilitar do país comprometida em um processo de paz com o governo. Trata-se da segunda desmobilização em massa de paramilitares após o desarmamento, a 25 de novembro, de 855 membros do Bloco Cacique Nutibara, das AUC, iniciando assim um processo que deve tirar da guerra 20 mil paramilitares nos próximos dois anos.

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