Paralisação afeta transporte público
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quinta-feira, 10 de abril de 2014
Lígia Mesquita<br>Folhapress 
Buenos Aires - A greve geral que acontece desde a madrugada de ontem na Argentina registrou incidentes no início da manhã. A paralisação, convocada pelas três maiores centrais sindicais de oposição ao governo de Cristina Kirchner, teve a adesão de grupos de esquerda que atuam com piquetes em estradas por todo o país.
A polícia tentou desobstruir o trecho da rota Panamericana fechado próximo à cidade Campana (a 75 km de Buenos Aires) e houve confronto. Os policiais usaram balas de borracha contra os piqueteiros e estes reagiram com pedras. Algumas pessoas ficaram feridas.
Em Buenos Aires, pelo menos 16 pontos de acesso à cidade foram obstruídos. A capital federal da Argentina amanheceu vazia, com muitos comércios fechados e principais avenidas e ruas sem trânsito algum.
A greve afeta principalmente o transporte no país. Ônibus e trens não circularam e voos domésticos não decolaram. Muitos táxis não conseguiram trabalhar por falta de combustível, já que os postos também ficaram fechados.
Os grevistas protestam contra a inflação e os recentes ajustes econômicos da Casa Rosada e pedem negociações salariais sem intervenção do governo.
O chefe de gabinete da Casa Rosada, Jorge Capitanich, afirmou que os organizadores da greve "querem sitiar as cidades como faziam os senhores feudais na Idade Média".
O metrô em Buenos Aires, que havia informado a paralisação de apenas uma de suas cinco linhas, também não funcionou. Segundo a Metrovias, concessionária do serviço, alguns grevistas do sindicato dos metroviários impediram à força a circulação dos trens no início da manhã. "Não podemos garantir as condições para operarmos nem a segurança dos funcionários e passageiros", informou a empresa.


