Paralelos entre a situação atual e o caso Watergate
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 17 de agosto de 1998
France Presse 
Meses depois do início do escândalo Lewinsky, em janeiro passado, a temível palavra impeachment foi evocada, fazendo surgir o inevitável paralelo com o caso Watergate, mancha indelével na história da Presidência americana que forçou a demissão do presidente Richard Nixon, há 24 anos.
Mas a maioria dos especialistas minimiza as similaridades entre o caso Watergate e o escândalo sexual que envolve o atual ocupante da Casa Branca.
Em 1974, o Watergate forçou a renúncia em desonra do presidente Richard Nixon, que tentou abafar seu papel na organização de uma invasão para colocação de escutas na sede da campanha do Partido Democrata, situada no prédio Watergate, na cidade de Washington.
Antes de o Congresso se pronunciar sobre a destituição - a Comissão Judicial da Câmara havia votado a favor -, o presidente Nixon preferiu renunciar. Depois, foi indultado por seu sucessor, o presidente Gerald Ford.
Sete de seus colaboradores foram presos por seu envolvimento na invasão e por suas tentativas de obstrução da justiça.
Mas o único paralelo verdadeiro entre os dois escândalos é o do privilégio do Executivo, invocado pelos dois presidentes e rejeitado nos dois casos pela Suprema Corte.


