Paraguaios são assistidos em Foz
Enquanto os brasileiros reclamam da atuação do consulado em Ciudad del Este, paraguaios retidos em Foz do Iguaçu elogiaram o trabalho do consulado de seu país na cidade. Até as 15 horas de ontem, o organismo já havia atendido cerca de 100 pessoas. A maioria estava na cidade trabalhando ou fazendo compras. São pessoas pobres, que não têm condições de pagar hotel, afirmou a cônsul, Maria Bernardita Chamorro de Scapini.
Anteontem à noite, o consulado pagou a hospedagem de um grupo em hotéis de Foz. Ontem, serviu café da manhã e almoço para cerca de 40 pessoas. As refeições foram preparadas no próprio prédio da representação diplomática. Ontem à tarde, pessoas dormiam nos jardins do consulado, no centro de Foz. O consulado também cedeu o telefone para que as pessoas avisassem suas famílias.
Segundo a cônsul, o dinheiro desses atendimentos é proveniente de uma verba para assistência de paraguaios no exterior. Ela afirmou também que, se a situação durar mais alguns dias, os recursos serão insuficientes.
Grávida de seis meses, a comerciante Olga Rosa Silvero de Diarte, de 31 anos, foi um dos beneficiados pelo consulado. Ela mora em Juan Leon Mollorquin, a 80 quilômetros de Ciudad del Este e havia viajado a São Paulo, para comprar produtos para abastecer sua loja. Chegou a Foz do Iguaçu ontem pela manhã e não pôde seguir para seu país. (V.D.)





