Londrina - O governo do Paraguai deverá pedir a retirada do cônsul brasileiro em Foz do Iguaçu, Fernando Antonio Cruz de Mello, que na sexta-feira, em telefonema ao prefeito de Ciudad del Leste, Javier Zacarías Irún, teria acusado o Paraguai de incentivar o contrabando e a pirataria e ameaçado baixar de US$ 300 para US$ 150 a cota individual de compras naquele país.
O pedido de remoção está sendo analisado pela chanceler Leila Rachid e foi feito por Zacarias. Uma fonte da chancelaria paraguaia disse que a ministra deverá se pronunciar hoje sobre o pedido e que a ''tendência'' é acatá-lo. Cruz de Mello poderá se livrar da remoção, mas dificilmente escapará de uma punição: o vereador Nelson Aguinagalde propôs que lhe seja concedido o título de ''persona non grata''.
O pedido de remoção do cônsul seria feito informalmente durante a reunião entre representantes dos governos paraguaio e brasileiro prevista para a tarde de ontem, no Itamaraty. A reunião foi solicitada pelos paraguaios para tentar encontrar uma solução para os conflitos que tiveram início há cerca de duas semanas na Ponte da Amizade por causa das apreensões da Receita Federal de táxis e vans paraguaios que transportavam mercadorias contrabandeadas.

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