Assunção, Pa­ra­guai, 26 Out 2009 (AFP) - A es­té­via, um ado­çan­te na­tu­ral pro­du­zi­do no Pa­ra­guai, po­de se tor­nar um dos no­vos pro­du­tos de ex­por­ta­ção do ­país, a par­tir da ins­ta­la­ção de ­duas in­dús­trias que bus­cam com­pe­tir com a Chi­na. ‘‘A Chi­na in­dus­tria­li­za 20 mil hec­ta­res de es­té­via por ano e nós que­re­mos che­gar a 10 mil hec­ta­res em 2013’’, dis­se à AFP o por­ta-voz da com­pa­nhia NL Ste­via, Ju­lio Cé­sar Ca­zal.
  O pla­no é con­se­guir em um pri­mei­ro pro­gra­ma uma pro­du­ção ­anual de 400 to­ne­la­das do pó bran­co de es­té­via, com 90 a 95% de pu­re­za, pa­ra sua ex­por­ta­ção a mer­ca­dos de EUA e Eu­ro­pa. Os Es­ta­dos Uni­dos e Fran­ça au­to­ri­za­ram es­te ano o uso do ado­çan­te na­tu­ral ori­gi­ná­rio do Pa­ra­guai, uti­li­za­do co­mo be­bi­da pe­los ín­dios gua­ra­nis e cu­jos pri­mei­ros re­gis­tros da­tam de 1540, se­gun­do re­la­tó­rios en­via­dos pe­los co­lo­ni­za­do­res ao rei da Es­pa­nha. ‘‘A es­té­via é 30 ve­zes ­mais do­ce que o açú­car in­dus­tria­li­za­do qui­mi­ca­men­te, mas não en­gor­da nem da­ni­fi­ca os den­tes. É o ado­çan­te dos dia­bé­ti­cos e é in­di­ca­do pa­ra os que so­frem de pro­ble­mas car­día­cos e de ­pressão’’, ex­pli­cou Ca­zal, ge­ren­te da em­pre­sa.
  A plan­ta, tam­bém cha­ma­da kaá heé (er­va do­ce em lín­gua gua­ra­ni), foi le­va­da por ja­po­ne­ses há 20 ­anos a seu ­país, on­de o in­dus­tria­li­za­ram e usa­ram em mas­sa, es­pe­cial­men­te des­de à proi­bi­ção pe­lo go­ver­no em 1993 do uso do açú­car quí­mi­co, cau­sa­dor de dia­be­tes e ou­tros pro­ble­mas de saú­de.

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