Paraguai suspende imunidade de Cubas
O Senado paraguaio aprovou ontem o cancelamento da imunidade do ex-presidente Raúl Cubas para ser processado por corrupção, ato que antecede o pedido de extradição para o Brasil, onde está exilado. Cubas, que renunciou ao cargo dia 28 de março pasado, é acusado de uma suposta retirada irregular de US$ 600 mil da conta ‘‘Gastos Reservados’’ da Presidência da República, dois antes de deixar o Governo. Cubas foi substituído pelo então presidente do Senado Luis Gonzalez Macchi. A queda de Cubas está vinculada ao assassinato do vice-presidente Luis María Argaña, dia 23 de marzo, e à morte de sete opositores durante uma manifestação antigovernamental. Também está asilado no Brasil o ex-ditador Alfredo Stroessner, deposto em 1989. O presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso renovou em por mais dois anos o asilo de Stroessner e anunciou através do embaixador Pericás Neto que respeitará as decisões que beneficiem Cubas. A recusa por Argentina e Uruguai dos respectivos pedidos de extradição contra Lino Oviedo e o ex-ministro da defesa José Segovia Boltes, agravou as relações diplomáticas bilaterais.

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