AssunçãoO ministro das Relações Exteriores do Paraguai, José Moreno, disse que o seu governo esperava uma advertência mais firme do Brasil para Lino Oviedo, acusado de organizar as recentes manifestações que visavam derrubar o presidente paraguaio Luis González Macchi, já que sua condição de asilado o impede de se envolver com política no território brasileiro. ''Nós esperávamos algo mais, mas esta resolução satisfaz em alguma medida o que estamos solicitando há algum tempo'', declarou o chanceler à imprensa local.
A advertência brasileira indica taxativamente: ''O exercício de atividades políticas no Brasil, especialmente aquelas que suscitem ameaças à estabilidade de países vizinhos e ações contra seus respectivos governos, constituirão atos desautorizados''.
''Conseguimos um ponto importante, Lino Oviedo já não poderá fazer política no lado brasileiro e com isso creio que as águas deste lado vão se acalmar'', ponderou o ministro.
O presidente paraguaio telefonou para o presidente brasileiro, Fernando Henrique Cardoso, para supostamente exigir a expulsão ou o confinamento de Oviedo em um local distante da fronteira com o Paraguai.

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