Associated Press
O governo do Paraguai quer mobilizar as Forças Armadas no combate ao contrabando em suas fronteiras, principalmente na fronteira com o Brasil.
Guillermo Caballero Vargas, ministro da Indústria e Comércio, disse ontem em Assunção que as aduanas do país, em especial na fronteira com o Brasil, terão reforços militares na segunda etapa da operação conhecida como Jejokó (barrar, em guarani).
A primeira etapa da operação Jejokó não surtiu o efeito desejado pelo governo paraguaio já que a entrada irregular de produtos procedente do Brasil levou a arrecadação nas aduanas a níveis extremamente baixos.
Os comandos militares atuarão principalmente em Ciudad del Este.
A União Industrial do Paraguai (UIP), que realizou ontem marchas de protesto pelas ruas de Assunção, informa que os setores mais prejudicados da economia local são alimentos, calçado e confecção.
É a primeira vez que a União Industrial Paraguaia faz uma manifestação. A caravana de protesto seguiu da Minga-Guazú, perto do aeroporto internacional, até a sede do Congresso, numa marcha de 18 quilômetros.
Empresários liberaram seus funcionários para engrossar a caravana. A UIP entregou à presidência do Senado uma proposta que estabelece pena de 10 anos de cadeia para contrabandistas.

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