O assassino do ex-vice-presidente paraguaio Luis Maria Argaña está preso. Seus autores intelectuais são os mesmos que ordenaram o massacre de manifestantes em 26 de março e ainda estão livres. A declaração foi feita ontem, em Assunção, pelo ministro de Obras Públicas, José Planás ao jornal ‘‘Notícias’’.
O ministro José Planás disse ainda que dos vários assassinos, só um usou um revólver calibre 38 para disparar em Luis Maria Argaña à queima-roupa. A identidade do assassino não foi revelada.
Contudo, fontes em Assunção garantem que se trata de Walter Gamarra, ex-funcionário público preso depois de ser identificado como um dos que dispararam contra manifestantes que protestavam diante do Congresso pela morte de Argaña e e pediam a renúncia do então presidente Raul Cubas Grau.
José Planás disse que a arma que matou o ex-vice-presidente foi encontrada na casa de Walter Gamarra e o carro usado no atentado foi encontrado queimado perto de sua residência.
Planás também informou que o ex-general golpista Lino Oviedo, exilado na Argentina, e o senador Conrado Pappalardo, são os dois principais autores intelectuais da morte de Luis Maria Argaña. O ex-presidente Raul Cubas Grau, atualmente exildo no Brasil, é acusado pelo ministro José Planás de omissão.
A morte do vice-presidente Argaña deflagrou o processo de impeachment do presidente Raul Cubas Grau, que acabou renunciando na véspera da votação do impedimento pelo Senado. Cubas fugiu para o Brasil e seu mentor, general da reserva Lino Oviedo, preferiu se refugiar na Argentina, onde está exilado. Assumiu a presidência do Paraguai o presidente do Senado, Luiz Gonzáles Macchi.

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