Paraguai entra na onda da reeleição presidencial
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de dezembro de 1996
Agência Estado 
ASSUNÇÃO - Os partidários políticos do presidente paraguaio, Juan Wasmosy, iniciaram ontem uma declarada campanha pela reeleição presidencial em 1998. A reeleição é uma coisa salutar, disse o governador José Sarubbi, um dos principais articuladores políticos de Wasmosy.
A Constituição paraguaia, sancionada em 1992, não permite a reeleição do presidente do país. Mas contra isto, o governador e militantes do partido governista encontraram uma solução: A mãe da democracia, os Estados Unidos, permite a reeleição, e na Argentina emendaram a Constituição para aproveitar a experiência administrativa de Menen.
Para os analistas políticos, a campanha é um claro sinal de preocupação dos partidários do presidente com relação a sua sobrevivência política, já que Wasmosy não controla o Partido Colorado, que está em mãos de Luís Maria Arganha, férreo opositor do presidente.
Arganha, um político linha dura, ex-presidente do Poder Judiciário durante a ditadura de Alfredo Stroessener e ex-chanceler durante a transição, vem encabeçando a oposição ao atual presidente desde sua chegada ao poder em agosto de 1993.
Para o analista político Nicolas Morínigo, a postulação à presidência de Arganha e sua eventual vitória significaria a saída do grupo de Wasmosy, não somente do poder político, mas do controle econômico.


